O relatório de atividades do IPÊ é uma das formas de tornarmos públicos os nossos esforços para a conservação da biodiversidade. Apresentamos nossos resultados técnicos e financeiros, o que fazemos para atingi-los e com que parceiros e colaboradores atuamos.

Cada conquista fala sobre novas possibilidades de viver e ser no mundo. A conservação da biodiversidade é central para a transformação socioeconômica e enfrentamento de desafios críticos como o que atualmente vivemos com a crise climática. Com o nosso trabalho, buscamos realizar as transformações necessárias para superar esses desafios, por meio de ciência, inovação, educação e participação social.


ONDE ESTAMOS

Clique e veja onde estão nossas iniciativas

MAPA-MACACO

EM 2022 TIVEMOS


+10mil

pessoas beneficiadas com atividades e informação socioambiental, além de iniciativas educacionais

+20mil

pessoas alcançadas com ações que geram benefícios socioambientais

6,3mil

pessoas mobilizadas e beneficiadas com soluções integradas na Amazônia

3,8mil

beneficiados com atividades produtivas mais sustentáveis

1,5milhão

de árvores plantadas na Mata Atlântica

6espécies

da fauna diretamente beneficiadas com pesquisas científicas para sua conservação

340

pessoas realizaram cursos da ESCAS

55bolsas

de estudo foram oferecidas no período

DESTAQUES


Além dos avanços em nossos projetos de médio e longo prazos, todos os anos acontecem conquistas e ações que reforçam o valor da nossa atuação. Eles nos encorajam a seguir em nosso caminho, sempre aprimorando processos e o alinhamento com os desafios mais urgentes. Nesta seção, trazemos alguns fatos que marcaram nossa trajetória em 2022.


Suzana PADUA

Quais características do IPÊ fazem a diferença? A ciência é a base do desenvolvimento e de nossas ações, mas contamos também com conhecimento e participação de populações rurais e tradicionais. Juntamos uma equipe experiente, novos talentos, governo, sociedade e comunidades para colocar em prática as nossas ideias. Confira as palavras de Suzana Padua, fundadora e presidente do IPÊ.

PROJETOS SOBRE

PONTAL DO PARANAPANEMA
E RESTAURAÇÃO DA PAISAGEM

A origem do IPÊ está nesta região, onde começamos os trabalhos pela conservação do mico-leão-preto. O projeto se desdobrou em outras frentes, como restauração florestal, educação ambiental e parceria com os moradores locais, que produzem mudas de espécies nativas em viveiros comunitários ou implementaram sistemas agroflorestais em suas propriedades. Assim, juntos, promovemos a conservação da biodiversidade com geração de renda.

CORREDORES DE VIDA

A partir do nosso “Mapa dos Sonhos”, atuamos em áreas prioritárias para restaurar e trazer a floresta de volta à Mata Atlântica na região do Pontal do Paranapanema, no Oeste paulista. O objetivo é restaurar 75 mil hectares até 2041. Em mais de 20 anos, plantamos 6 milhões de mudas em 3 mil hectares. Para trazer o impacto desejado, incentivamos o empreendedorismo de viveiros comunitários e empresas de plantio da região. Ao longo desse tempo, também promovemos a adoção de programa de educação ambiental nas escolas municipais de Teodoro Sampaio.

Crédito: Laurie Hedges

Projeto Corredores de Vida, no Pontal do Paranapanema (SP)

Principais resultados em 2022:

Plantio de 1,5 milhão de mudas nativas da Mata Atlântica, em 780 hectares, nos municípios de Teodoro Sampaio, Presidente Epitácio, Euclides da Cunha Paulista e Mirante do Paranapanema.

Cursos sobre restauração florestal para aumentar a capacidade produtiva e oportunidade de trabalho das comunidades.

93 pessoas beneficiadas , entre empreendedores e colaboradores que atuam nas oito empresas parceiras.

330 empregos gerados indiretamente.


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Contribuição para o clima:

Além da restauração de áreas prioritárias, proposta original do projeto, desde 2021, ampliamos a atuação pelo clima por meio do projeto AR Corredores de Vida, de geração de créditos de carbono, em parceria com a Biofílica Ambipar Environment. O projeto contribui com a conversão de 75 mil hectares de áreas de passivos ambientais de propriedades privadas em áreas restauradas. Com isso, as áreas prioritárias do Mapa dos Sonhos foram ampliadas de 7 para 30 municípios.

PRÓXIMOS PASSOS:

Vamos fomentar o aumento da produção de mudas nativas e, assim, favorecer o incremento de renda dos empreendedores locais. Faremos ainda a capacitação continuada dos segmentos envolvidos na restauração ecológica, monitoramento e pesquisas das ações já desenvolvidas.


CAFÉ AGROFLORESTAL

O café agroflorestal é um dos principais produtos do projeto de implementação de Sistemas Agroflorestais (SAFs) junto a agricultores familiares na região do Pontal do Paranapanema. O café é cultivado à sombra de florestas de árvores nativas e de árvores frutíferas, como limão-taiti e laranja-pera-rio. Além de gerar alternativas de alimentos e renda para 51 famílias, os SAFs funcionam como trampolins ecológicos: servem de passagem para animais e contribuem para a diversidade genética de plantas e animais.

Café agroflorestal no Pontal do Paranapanema (SP)

Principais resultados em 2022:

597 kg de café transformados no produto Café Agroflorestal do Pontal, comercializados na loja do IPÊ e em outros locais como no Instituto Chão, em São Paulo.

Mais de 200 pessoas beneficiadas.

Identificação de aves dispersoras de sementes, como o papagaio-verdadeiro e o bem-te-vi-rajado, durante pesquisa de mestrado feita por aluna da Esalq/USP na região.

Realização de cursos sobre manejo e comercialização de produtos dos SAFs. As aulas foram viabilizadas pelo Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável - Microbacias II Acesso ao Mercado (PDRS), vinculado à Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do estado de São Paulo.


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Contribuição para o clima:

Reduzir a temperatura é uma característica dos SAFs, o que favorece e muito o bem-estar do produtor rural. Por ficarem próximos a áreas de restauração florestal, os SAFs contribuem para dispersão de sementes e adensamento das áreas verdes, aumentando a oferta dos serviços ecossistêmicos, como a regulação climática.

PRÓXIMOS PASSOS:

Vamos implementar mais 30 unidades de SAFs em assentamentos da região, a partir de nova captação de recursos, e apoiar o aperfeiçoamento profissional dos assentados rurais. Muitos produtores querem transformar o limão-taiti e a laranja-pera-rio também em destaques de produção.


VIVEIROS COMUNITÁRIOS

Os viveiros são o ponto de partida da restauração florestal. Na região do Pontal do Paranapanema, o IPÊ mantém um banco de sementes e acompanha oito viveiros comunitários que produzem mudas de espécies nativas da Mata Atlântica. Os viveiros são liderados por assentados rurais, com liderança feminina em metade deles, e representam a principal fonte de renda para muitas famílias. Assim, essa produção é estratégica do ponto de vista social, ambiental e econômico.

Crédito: Laurie Hedges

Viveiros comunitários no Pontal do Paranapanema (SP)

Principais resultados em 2022:

Os viveiros ampliaram as produções e chegaram a 1,6 milhão de mudas, um aumento de 30%, com consequente impacto na renda das famílias.

36 pessoas e 9 famílias beneficiadas diretamente.

Maior participação feminina na produção de mudas.

Desenvolvimento regional, com o aumento da aquisição de insumos para produção de mudas e contratação de mão de obra.


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Contribuição para o clima:

Os viveiros contribuem na restauração florestal e na recuperação das áreas afetadas pelo desmatamento, com a proteção dos cursos d’água e com a absorção de carbono. Isso é possível porque muitas pessoas cuidaram das mudas, desde a semente.

PRÓXIMOS PASSOS:

Promoveremos a capacitação continuada dos viveiristas e ampliaremos a produção, pois a tendência na região é de crescimento para esse mercado. O passivo ambiental, ou seja, a área em que a restauração deve ser feita, por lei, nas propriedades rurais nos 30 municípios da região chega a 240 mil hectares (equivalente a 240 mil campos de futebol).


PROGRAMA DE CONSERVAÇÃO DO
MICO-LEÃO-PRETO

O Programa de Conservação do Mico-Leão-Preto (Leontopithecus chrysopygus) foi a semente para a criação do IPÊ. Utilizamos a espécie como símbolo para a conservação de áreas florestais prioritárias e identificação de trechos estratégicos para restauração. O projeto também demonstra que, juntos - pesquisadores, órgãos públicos, assentados rurais e comunidade escolar -, é possível contribuir com a conservação da biodiversidade. Por conta dessa aliança, a espécie passou de “Criticamente Ameaçada” para “Em Perigo” na lista vermelha internacional da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

Projeto de Conservação do Mico-Leão-Preto

Principais resultados em 2022:

2 grupos (5 indivíduos) de micos foram capturados em duas áreas (Fragmento Santa Maria e Parque Estadual Morro do Diabo) para avaliação de saúde e genética.

Cerca de 200 gravadores instalados em 66 fragmentos florestais confirmaram a presença de micos-leões-pretos em cinco fragmentos florestais, incluindo em um novo local.

Uso de novo modelo de oco artificial, em PVC, e monitoramento do uso de ocos naturais e artificiais pela fauna em fragmentos e no corredor restaurado.

Mais de 600 registros de pelo menos 30 espécies de aves e mamíferos utilizando os ocos, sendo 25 de micos-leões-pretos.

1 artigo publicado.


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Contribuição para o clima:

Micos-leões-pretos são importantes dispersores de sementes, que auxiliam na recomposição e manutenção das florestas. A espécie evita a perda de qualidade desses ambientes e a redução das taxas de armazenamento de carbono.

PRÓXIMOS PASSOS:

Faremos o deslocamento de um grupo de micos-leões-pretos para o fragmento florestal de Santa Maria, para ampliar a área de ocorrência da espécie e contribuir com o fluxo genético. Queremos instalar ocos artificiais no corredor restaurado e de passagem da fauna sobre a rodovia SPV-035 em trecho do Corredor Norte. Além disso, implantaremos uma trilha no Parque Estadual Morro do Diabo e promoveremos o incentivo à expansão da Estação Ecológica Mico-Leão-Preto.

PROJETOS SOBRE

NAZARÉ PAULISTA E SISTEMA CANTAREIRA

Nesta região do estado de São Paulo, atuamos pela resiliência do Sistema Cantareira como forma de contribuir com a segurança hídrica da população que depende dele. Trabalhamos na orientação técnica de produtores rurais para melhorar o uso do solo e, assim, possibilitar o aumento da retenção de água. Aproximamos jovens e adultos da ciência e da conservação da biodiversidade, por meio da educação ambiental, comunicação e engajamento dos cidadãos.

SEMEANDO ÁGUA

O Semeando Água busca frear a degradação ambiental do Sistema Cantareira, contribuindo para a segurança hídrica de mais de 7,5 milhões de pessoas da região metropolitana de São Paulo, Campinas e Piracicaba. Para isso, utiliza Soluções Baseadas na Natureza, capacitação de produtores rurais para melhor uso do solo e engajamento da juventude por meio das Escolas Climáticas (saiba mais neste relatório). A iniciativa tem patrocínio do Programa Petrobras Socioambiental e parceria do Instituto Alair Martins (IAMAR), TreeNation, Caterpillar Foundation, Fapesp, CNPq, MetLife, Brabus e RPoint.

Crédito: Leo Eloy

Projeto Semeando Água, no Sistema Cantareira

Principais resultados em 2022:

Implementação de 11 hectares de restauração ecológica e 18 hectares de Sistemas Produtivos Sustentáveis como agroflorestas, fruticultura e avicultura ecológica, beneficiando 20 propriedades/ famílias diretamente.

Cerca de 20 mil árvores plantadas

181 produtores passaram por cursos.

2 bolsas de mestrado na ESCAS

236 educadores e 422 estudantes impactados com as Escolas Climáticas.

1 publicação.


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Contribuição para o clima:

O projeto contribuiu na remoção de 2.239,52 toneladas de carbono equivalente, referente a 30 hectares de restauração florestal com idades entre 1 e 7 anos e que estão em pleno desenvolvimento.

PRÓXIMOS PASSOS:

Com a articulação junto aos produtores rurais, estamos incentivando a organização coletiva para a criação de associação ou cooperativa para o beneficiamento e comercialização de café e juçara. Também vamos expandir as Escolas Climáticas para outros municípios. Promoveremos a redução do uso de plástico na produção de mudas.


CIÊNCIA CIDADÃ:
VIGILÂNCIA PARTICIPATIVA DE PERNILONGOS

Neste projeto, que busca reduzir a presença de pernilongos transmissores de doenças como dengue, chikungunya, zika e febre amarela na região de Nazaré Paulista (SP), engajamos a população no monitoramento desses insetos de forma simples e segura. Definimos protocolos de coleta e armazenamento de pernilongos em ambientes domésticos e plataformas acessíveis para o sequenciamento de DNA, que renderam dados de vigilância acionáveis. O projeto tem apoio do Conservation Food and Health Foundation e da Superintendência de Controle de Endemias (SUCEN).

Projeto Ciência Cidadã, em Nazaré Paulista (SP)

Principais Resultados em 2022:

Exposição do trabalho no
57º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical em Belém (PA).

Envolvimento de
80 cientistas cidadãos, a maioria estudantes do ensino médio.

Início de colaboração com a SUCEN - Superintendência de Controle de Endemias, da Secretaria de Saúde do estado de São Paulo.

Criação da biblioteca de referência molecular para espécies de mosquitos encontradas no estado de São Paulo, que permitirá, no futuro, cruzar uma sequência de DNA encontrada em uma amostra com sua taxonomia biológica conhecida.


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Contribuição para o clima:

As mudanças climáticas levam a mudanças na distribuição e comportamento de mosquitos e no impacto das doenças transmitidas por eles. O Ciência Cidadã contribui orientando os participantes para que eles possam acompanhar essas alterações.

PRÓXIMOS PASSOS:

Envolveremos ainda mais os governos locais, principalmente as secretarias de Saúde, para analisar os resultados do projeto e adaptar as técnicas às realidades locais.

PROJETOS SOBRE

CONSERVAÇÃO DE ESPÉCIES

Contribuímos com o esforço global de conservação da biodiversidade e dos ecossistemas por meio de pesquisas, informação, educação e articulação com a sociedade civil para influenciar políticas públicas. Estamos ampliando nossa atuação e, dessa forma, aumentando o conhecimento sobre espécies-chave para o equilíbrio de ecossistemas e bem-estar de todos, incluindo os humanos.

Anta-brasileira

Por meio da Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira (INCAB), há mais de 25 anos atuamos pela conservação da anta-brasileira (Tapirus terrestris). Construímos o maior banco de dados e amostras sobre a espécie, recurso fundamental para entendê-la e avaliar as ameaças a sua sobrevivência. Desde 1996, a equipe já capturou 190 antas, das quais 120 receberam coleiras de telemetria e foram monitoradas por tempos variados. As informações geradas pelos estudos da INCAB são utilizadas por programas de reintrodução e translocação de antas em todo o mundo.

Crédito: Christoffer-Bangsgaard

INCAB - Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira

Principais resultados em 2022:

Ampliação das pesquisas sobre contaminação por agrotóxicos nos quatro biomas sob estudo: Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal e Amazônia.

Consolidação do Programa Amazônia, iniciado em 2019 para avaliar ameaças à espécie.

4 artigos publicados.

Fortalecimento da frente de genética por meio de amostras de mais de 600 antas que podem ser usadas para estudos como parentesco e conectividade entre populações do Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica.

1.000 pessoas beneficiadas com informação científica e ambiental.


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Contribuição para o clima:

As antas percorrem entre 3 km e 9 km por dia, espalhando na floresta sementes ingeridas, que se transformarão em novas árvores e plantas. Por isso, os grandes herbívoros têm papel essencial para desacelerar a perda de diversidade florestal e, dessa forma, contribuem com o equilíbrio climático. Não é à toa que são as “jardineiras da floresta”.

PRÓXIMOS PASSOS:

Desenvolveremos a frente de toxicologia de humanos. Também vamos analisar os dados coletados durante a “Expedição Caatinga - Em Busca da Anta Perdida”.


Tatu-canastra

As pesquisas realizadas pelo Programa de Conservação do Tatu-Canastra, uma parceria entre IPÊ e o Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS), foram importantes para que a espécie (Priodontes maximus) fosse considerada chave para nortear a criação de áreas protegidas e corredores de conservação no Mato Grosso do Sul. O projeto contribuiu para a criação de brigadas de combate a incêndios, envolvendo 15 fazendas no Pantanal. Também reconhece como Produtor Amigo do Tatu-Canastra os apicultores que adotam práticas para evitar ataques de tatus às colmeias, evitando conflitos com os animais.

Projeto de Conservação do Tatu-Canastra

Principais Resultados em 2022:

100 apicultores reconhecidos por protegerem suas colmeias de ataques de tatu-canastra, produzindo mel “amigo” do tatu-canastra.

Expansão do trabalho de pesquisa sobre o tatu para fora do Parque Estadual do Rio Doce.

O segundo workshop de conservação de espécies na Mata Atlântica foi realizado no Parque Estadual do Rio Doce, onde está a última população de tatus-canastras do bioma.

10 artigos publicados.

2 bolsas de estágio para estudantes.


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Contribuição para o clima:

A temperatura dentro das tocas do tatu se mantém constante (24ºC), e estas podem ajudar espécies que nela se abrigam a sobreviverem a temperaturas extremas. A conservação da biodiversidade tem relação com a manutenção de habitats e dos ecossistemas, o que apoia diretamente a redução de emissão de CO2.

PRÓXIMOS PASSOS:

Focaremos as próximas capturas no Pantanal nas fêmeas adultas, para analisar a reprodução. No Cerrado, trabalharemos em parceria com proprietários de terras na busca por soluções para manter os habitats nativos viáveis para o tatu-canastra. Vamos ampliar o número de apicultores reconhecidos como “amigos do tatu” e de fábricas que compram o mel por eles produzidos.

PROJETOS SOBRE

SOLUÇÕES INTEGRADAS NA AMAZÔNIA

Por sua complexidade, rica biodiversidade e presença de diferentes populações em seus territórios, a Amazônia demanda soluções integradas, que fortaleçam as Áreas Protegidas e o desenvolvimento sustentável das comunidades locais. Para isso, são essenciais a participação social e o apoio da ciência, poder público e setor privado.

LIRA - LEGADO INTEGRADO DA REGIÃO AMAZÔNICA

O projeto LIRA atua como um fundo e conecta uma rede de 125 organizações que estão no território amazônico, promovendo ações para reduzir o desmatamento, facilitar o manejo florestal sustentável e fortalecer os elos das cadeias produtivas. Com isso, busca transformar Áreas Protegidas em polos de desenvolvimento regional, por meio de seus ativos naturais e da sabedoria dos povos da floresta, propiciando renda para a população local e a conservação socioambiental. O LIRA é uma iniciativa idealizada pelo IPÊ, Fundo Amazônia e Fundação Gordon and Betty Moore, parceiros financiadores do projeto.

Acervo SOS Amazônia

LIRA - Legado Integrado da Região Amazônica

Principais resultados em 2022:

50 projetos de organizações locais em execução e negócios comunitários sustentáveis financiados (cooperativas, associações indígenas e extrativistas).

Implementação da infraestrutura em 13 cadeias produtivas, com 44 negócios socioprodutivos e 2.600 beneficiários diretos.

9.300 pessoas beneficiadas, de 2.325 famílias, incluindo povos indígenas e comunidades extrativistas.

115 eventos e capacitações em temas como formação de jovens lideranças para fortalecer territórios amazônicos; 3.245 pessoas foram capacitadas.

Ações realizadas em 59 Áreas Protegidas, sendo 29 Terras Indígenas, 17 Unidades de Conservação Estaduais e 13 Federais.

1 artigo publicado.


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Contribuição para o clima:

O LIRA contribui com a conservação da floresta em pé de um território de 34% das Áreas Protegidas da Amazônia, bioma responsável pela manutenção do clima do planeta.

PRÓXIMOS PASSOS:

Concluiremos os 50 projetos apoiados e faremos uma trilha formativa para 41 organizações. Realizaremos um seminário sobre Áreas Protegidas com o intuito de discutir o fortalecimento dos povos tradicionais e a conservação da floresta.


Monitoramento Participativo da Biodiversidade (MPB)

O projeto Monitoramento Participativo da Biodiversidade (MPB) em Unidades de Conservação na Amazônia foi implementado em 2013, para realizar o monitoramento de espécies da fauna e da flora definidas pela comunidade, com a participação de moradores do entorno das Áreas Protegidas, e para fortalecer a gestão e a conservação da biodiversidade em unidades de conservação da Amazônia.

O MPB encerrou seu ciclo, como previsto, em 2022, quando passou por um período de transição por conta das atividades absorvidas pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade). As ações passaram a ser uma política pública nas Unidades de Conservação participantes do MPB.

Os resultados do projeto são fruto do engajamento dos residentes do entorno de Áreas Protegidas, do diálogo horizontal entre moradores e pesquisadores, por meio dos Encontros dos Saberes, e do envolvimento da gestão pública das UCs. O projeto deixa espalhadas sementes desse legado. Confira as conquistas em 2022 e os principais destaques nestes 10 anos de MPB.

Monitoramento Participativo da Biodiversidade

Principais Resultados em 2022:

Treinamento de 372 pessoas em temas referentes ao monitoramento participativo da biodiversidade.

Encontros dos Saberes contaram com a participação de 381 pessoas.

744 pessoas participaram de atividades de engajamento em conservação da biodiversidade e gestão de unidades de conservação.

Publicação de 2 séries técnicas e 5 guias de monitoramento participativo da biodiversidade.

2 artigos científicos publicados.


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Contribuição para o clima:

O projeto contribuiu para algumas políticas públicas, entre elas com o Plano Nacional de Adaptação às Mudanças do Clima e com a Política Nacional de Adaptação às Mudanças Climáticas. Também cooperou com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (em especial o 13, sobre Mudança do Clima, e 15, Vida Terrestre) e com a Convenção sobre Biodiversidade.

PRÓXIMOS PASSOS:

Queremos promover a captação de recursos para multiplicar o MPB em UCs estaduais.

PRINCIPAIS REALIZAÇÕES EM 10 ANOS


PROJETOS SOBRE

BAIXO RIO NEGRO

O IPÊ atua nessa região amazônica há mais de 20 anos para fomentar o desenvolvimento econômico que una conservação da biodiversidade com geração de renda. Desde 2021, em parceria com o LinkedIn, o projeto Navegando Educação Empreendedora na Amazônia busca fortalecer empreendedores socioambientais da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Puranga Conquista, em Manaus (AM). Nesse tempo, desenvolvemos planos de ação e fizemos imersão no barco Maíra para visitar iniciativas da cadeia do turismo. O projeto conta também com o apoio do LIRA e da Unidade de Negócios Sustentáveis do IPÊ.

Projeto Navegando Educação Empreendedora na Amazônia

Principais resultados em 2022:

88 pessoas, moradoras da RDS Puranga Conquista, beneficiadas com o projeto

Desenvolvimento de
plano de ação de empreendimentos socioambientais na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Puranga Conquista, em Manaus (AM).

Investimento semente para empreendedores selecionados estruturarem seus negócios.

Treinamento e mentoria, para empreendedores em noções básicas de gestão de negócios e marketing.

400 mudas de árvores plantadas , em homenagem às vítimas de Covid-19, nas comunidades Bela Vista do Jaraqui e Pagodão, na RDS Puranga Conquista.


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Contribuição para o clima:

O incentivo ao desenvolvimento de negócios sustentáveis de comunidades tradicionais, tendo como premissa a conservação da floresta e dos rios, garante que o bioma continue oferecendo serviços ecossistêmicos, como água, regulação do clima e absorção de carbono.

PRÓXIMOS PASSOS:

Realizaremos o segundo ciclo de treinamentos e aperfeiçoamento dos empreendedores apoiados na primeira fase, com foco na gestão financeira e formalização de negócios. Além disso, estamos na fase de captação de recursos para apoiar mais iniciativas econômicas sustentáveis da RDS Puranga Conquista.

PROJETOS SOBRE

EDUCAÇÃO

Por meio da ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade, formamos lideranças em sustentabilidade e conservação da biodiversidade. A escola, que começou como Centro Brasileiro de Biologia da Conservação, hoje tem um núcleo de pós-graduação, que oferece Mestrado profissional e pós em Gestão de Negócios Socioambientais. Também promove cursos de curta duração, parcerias com universidades internacionais e cursos específicos para empresas. Entre mestrado, pós-graduação, cursos de curta duração, aulas internacionais e in company, mais de 7 mil pessoas já passaram pela ESCAS em 25 anos.

ESCAS - Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade

Principais resultados em 2022:

Início do Circuito ESCAS de Conservação e Sustentabilidade, formado por 7 grandes eixos.

Estreia do curso “Sustainability in Brazil” , para estudantes de pós-graduação, em parceria com Universidade do Colorado Bolder, Universidade Estadual de Santa Cruz e Universidade do Estado do Amazonas.

400 pessoas beneficiadas, incluindo 70 produtores rurais assentados do Espírito Santo e do Pontal do Paranapanema, que participaram de intercâmbio de conhecimento.

Criação de 4 viveiros-escola comunitários que servirão de unidades modelo para o projeto Educação, Paisagem e Comunidade, no Espírito Santo.

Lançamento dos cursos sobre mercado de carbono em projetos florestais e sobre ESG - este último, em parceria com a Unidade de Negócios Sustentáveis do IPÊ e o Briyah Institute.

55 bolsas de estudos sendo 32 no Mestrado profissional em Nazaré Paulista/SP e 14 no Mestrado na Bahia; 2 na pós-graduação em Gestão de Negócios Sustentáveis e 7 nos cursos curtos.

37 artigos publicados.


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Contribuição para o clima:

A atuação da ESCAS traz benefícios indiretos para o clima, pela formação de diversas pessoas, produtores rurais, estudantes e profissionais, e diretos, ao apoiar a formação de viveiros florestais e incentivar a mudança, em propriedades rurais, da agricultura convencional para sistemas agroflorestais.

PRÓXIMOS PASSOS:

Vamos trabalhar na elaboração de um doutorado profissional e de novos produtos educacionais internacionais, que contemplem não somente outras universidades, mas também estudantes e profissionais de diferentes países que não estejam necessariamente vinculados a uma delas. Vamos aumentar os produtos online assíncronos, que são aqueles que possuem aulas gravadas.

PROJETOS TEMÁTICOS

Chamamos de projetos temáticos as nossas iniciativas que abarcam frentes de atuação mais abrangentes e transversais, todas elas estratégicas para os objetivos do IPÊ para a conservação da biodiversidade.

Iniciativas Estratégicas de Voluntáriado

O desenvolvimento de projeto de voluntariado é uma estratégia essencial, que aproxima a sociedade - pessoas, empresas e organizações - das Áreas Protegidas, da conservação da natureza e da ação climática. O voluntariado é, muitas vezes, a porta de entrada para quem busca contribuir na prática com esses desafios. Por meio da nossa Unidade de Negócios Sustentáveis, promovemos o voluntariado empresarial. Junto a órgãos ambientais, como o ICMBio, apoiamos programas de voluntariado junto a Unidades de Conservação e centros de pesquisa e, recentemente, iniciamos um projeto de voluntariado no Manejo Integrado do Fogo.

Crédito: Arquivo Brigada 1

Voluntariado para conservação da Biodiversidade

Principais resultados em 2022:

Implementação do Programa Voluntariado para Conservação e Ação Climática em parceria com empresas, em Unidades de Conservação e estabelecimento de parceria com o Centro Brasileiro de Voluntariado Empresarial (CBVE).

Início do Projeto Voluntariado no Manejo Integrado do Fogo, que visa apoiar a estruturação de uma estratégia federal sobre o tema.

Projeto Formação e Intercâmbio para Criação de Estruturação de Programas Estaduais de Voluntariado em Unidades de Conservação, com apoio da GIZ (Agência Alemã de Cooperação Internacional), teve participação de 72 profissionais de 5 estados entre curso de capacitação e oficina.

130 voluntários empresariais realizaram plantios simbólicos de mudas de árvores nativas da Mata Atlântica na região do Sistema Cantareira.

112 voluntários empresariais participaram de ações em Unidades de Conservação.


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Contribuição para o clima:

O envolvimento de voluntários amplia o compromisso com as áreas naturais e, com maior participação da sociedade na prevenção e combate a incêndios florestais e outras ações de conservação, é possível reduzir emissões de carbono provenientes de incêndios evitados ou controlados.

PRÓXIMOS PASSOS:

Pretendemos aumentar a participação e o engajamento de voluntários empresariais em projetos de conservação em desenvolvimento pelo IPÊ e em Áreas Protegidas. Já no projeto Voluntariado no Manejo Integrado do Fogo, criaremos uma estratégia federal e uma minuta de regulamentação de voluntariado e faremos eventos com a temática do manejo integrado do fogo.


escolas climáticas

As Escolas Climáticas, projeto iniciado em 2021 pelo Semeando Água, vêm proporcionando condições para que estudantes de escolas públicas possam ser protagonistas de ações de mitigação e adaptação ao clima. Eles se organizam em “coletivos socioambientais”, compartilhando ideias e tomando decisões de forma democrática. As equipes de educação ambiental das escolas envolvidas passam por uma atividade chamada “Mural do Clima” e garantem apoio técnico e financeiro para implementar as ações, e também contam suas experiências por meio de depoimentos em vídeo. O projeto é uma parceria com o Instituto Alair Martins, braço social do Grupo Martins, com patrocínio da Petrobras Socioambiental e com colaboração do AWS Amazon.

Crédito: Jean Marcel Camargo

Escolas Climáticas

Principais Resultados em 2022:

9 escolas envolvidas, sendo 5 na região do Sistema Cantareira; 2 em Paulínia; 1 em Osasco; e 1 em Santana de Parnaíba; todas no estado de São Paulo.

3 escolas com sistema de compostagem e 2 escolas com sistemas agroflorestais.

3 escolas com hortas agroecológicas.

2 ações de voluntariado envolvendo a Escola Climática Adélia Borgato, em Paulínia: semeadura da adubação verde com voluntários da Refinaria de Paulínia (Replan) e mutirão de plantio de árvores com estudantes do nono ano.

Implantação da coleta seletiva em 4 escolas.

1.443 pessoas beneficiadas, sendo 501 educadores e 942 estudantes.


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Contribuição para o clima:

As comunidades das escolas públicas em geral são as mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas. É preciso preparar a juventude para lidar com as incertezas da realidade climática.

PRÓXIMOS PASSOS:

Vamos expandir o projeto para outras comunidades escolares, além de envolver empresas em ações de voluntariado nas Escolas Climáticas. Queremos fortalecer os coletivos socioambientais, para que as ações nas escolas não sejam interrompidas após o término do projeto.


PECUÁRIA SUSTENTÁVEL:
PROJETO FLORA

O projeto “Flora - Acelerando a Adoção de uma Pecuária Sustentável com Treinamento Especializado no Brasil” concluiu a transformação de uma fazenda em Guaranésia (MG) em uma unidade demonstrativa (propriedade modelo) de soluções sustentáveis para produtores de leite, em especial por meio do sistema silvipastoril. Esse sistema promove bem-estar animal, proteção de nascentes, sequestro de carbono e recuperação do solo, entre outros benefícios. A fazenda recebeu assistência técnica para fazer essa mudança de sistema produtivo.

Pecuária Sustentável: Projeto Flora

Principais resultados em 2022:

Avaliação de mortalidade das espécies arbóreas e de quais espécies tiveram melhor recuperação após eventos climáticos extremos ocorridos na região.

Identificação, a partir da análise, de 5 espécies promissoras para replantio no sistema silvipastoril: ingá, canafíscula, mutambo, angico-branco e angico-da-mata.

Finalização do cercamento de piquetes com cerca elétrica móvel; vacas foram inseridas no sistema.

1 família beneficiada.


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Contribuição para o clima:

Neste sistema silvipastoril, o gado divide espaço com árvores, arbustos e gramíneas, o que favorece o bem-estar animal e promove o uso eficiente da água e o sequestro de carbono atmosférico. Com o plantio de espécies frutíferas para a fauna, a propriedade ganha biodiversidade, o que aumenta os serviços da natureza, como a dispersão de sementes. Essas medidas, alinhadas ao manejo dos animais, protegem as nascentes e os cursos d’água e, ainda, contribuem para o enfrentamento dos efeitos das mudanças do clima.

PRÓXIMOS PASSOS:

Após a implementação e finalização do projeto piloto pelo IPÊ, queremos manter o legado do projeto como unidade demonstrativa com uma fazenda escola e referência para produtores de leite locais.


Sul da Bahia

No sul da Bahia, nossa ação acontece por meio da restauração ecológica e agroecologia junto a pequenas propriedades rurais que se encontram no Corredor Central da Mata Atlântica, a fim de promover a conexão entre fragmentos de floresta. Levamos orientação técnica a extensionistas e produtores, com cursos desenvolvidos em conjunto com instituições de ensino e pesquisa, entre eles a ESCAS/IPÊ, a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e a Environmental Leadership & Training Initiative (ELTI), da Universidade de Yale.

Conexão em Rede: agroecologia no sul da Bahia

Principais resultados em 2022:

Conclusão do diagnóstico de 19 áreas entre propriedades privadas e áreas coletivas de assentamentos rurais e Terras Indígenas que podem se tornar 28 unidades demonstrativas do projeto.

3 bolsas de estudos do Leadership Initiative para desenvolvimento dos projetos.

Realização do curso de Adequação Ambiental e Produtiva de Propriedades Rurais, com extensionistas rurais de instituições parceiras.

20 alunos do curso e 75 participantes de webinars beneficiados.

Apoio técnico e/ou financeiro a 4 ex-alunos do Leadership Training Initiative (ELTI/Universidade Yale) no desenvolvimento de projetos no Sul da Bahia.


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Contribuição para o clima:

Com a restauração florestal, o projeto protegerá ao menos 10 nascentes e áreas importantes para a recarga hídrica. Os sistemas produtivos agroecológicos atraem aves, que são dispersoras de sementes. Essas medidas são estratégicas para a conectividade e para o fluxo genético de plantas e animais, contribuindo para a conservação da biodiversidade e para o clima.

PRÓXIMOS PASSOS:

Tornaremos as áreas onde atuamos referência no desenvolvimento de negócios sustentáveis. Queremos ampliar a oferta de cursos sobre sistemas agroflorestais e mercado de carbono. Aliado a isso, publicaremos cartilhas, manuais e artigos produzidos pelas lideranças ambientais apoiadas, para divulgar conhecimento sobre a prática.


PESQUISA & DESENVOLVIMENTO (P&D)

Avaliamos o impacto da restauração florestal no Pontal do Paranapanema (SP), em parceria com a CTG Brasil, por meio de um projeto de Pesquisa & Desenvolvimento - P&D ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica). As pesquisas têm resultado em dados sobre valoração, monetária ou não, de serviços ecossistêmicos relacionados, por exemplo, a sequestro de carbono e qualidade da água e do solo.

Pesquisa & Desenvolvimento no Pontal do Paranapanema (SP)

Principais resultados em 2022:

Análises em andamento de valoração monetária de serviços ecossistêmicos em 62 fragmentos florestais.

Em 3 anos, foram captadas imagens de 27 espécies silvestres e 2 exóticas , por meio de camera traps, utilizando as áreas remanescentes e as restauradas, o que demonstra benefício do restauro florestal.

70% das espécies foram registradas em fragmentos pequenos, médios e grandes, o que mostra que os remanescentes menores têm importante papel para a manutenção da fauna local e da integridade dos ambientes.

Monitoramento acústico da avifauna na região, para entender o tamanho e qualidade dos fragmentos florestais e outros parâmetros da biodiversidade da região.

Realização, em parceria com a FGVces, da valoração não monetária das contribuições da natureza às pessoas, na perspectiva das comunidades do entorno de quatro Áreas de Conservação Ambiental.


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Contribuição para o clima:

Com a pesquisa, é possível entender quais os benefícios provenientes das áreas restauradas e dos fragmentos remanescentes, como a regulação do clima e a qualidade do ar e da água.

PRÓXIMOS PASSOS:

Pretendemos ampliar a área de estudo para obter resultados mais precisos de serviços ecossistêmicos que geram mais valor em escala regional, além de inserir estudos sobre a dimensão de risco climático a médio e longo prazo. Vamos aprimorar e intensificar a coleta de dados biofísicos e de biodiversidades relacionados às espécies, à água e ao solo, para complementar as análises feitas na fase II.

PARCERIAS

Em 2022, fortalecemos nossas parcerias de longa data e demos início a novas, construídas pela nossa Unidade de Negócios Sustentáveis, em especial junto a empresas. Isso demonstra a segurança e confiança que o setor privado tem em nosso trabalho e no potencial da causa socioambiental de alcançar números positivos por meio de ações para a conservação da biodiversidade e o bem-estar das pessoas.

DADOS FINANCEIROS

O IPÊ é uma organização sem fins lucrativos e nossos recursos são oriundos de financiamentos, parcerias, editais e doações nacionais e internacionais.

Confira os dados completos.

AÇÕES LOCAIS CONECTADAS COM TEMAS MUNDIAIS

As iniciativas do IPÊ nos diferentes territórios e junto a diversos grupos de pessoas conectam-se com os debates globais, como as mudanças climáticas e as agendas de ESG - governança, social e ambiental - do setor privado.

TRANSFORMAÇÕES NA PRÁTICA

A elaboração de um relatório anual de atividades é o momento de refletir sobre o que o IPÊ realizou recentemente e os rumos a seguir. Contribuir para que as transformações necessárias ocorram na prática, tornando-se realidade, é parte o dia a dia do Instituto. Confira como foi o ano no depoimento de Eduardo Ditt, secretário executivo do IPÊ.

COMPROMISSO COM AGENDA 2030 (ODS)

Nossos projetos, desenvolvidos com olhar integrado entre pesquisa científica, educação, envolvimento comunitário, produção sustentável, restauração florestal para a mitigação do aquecimento global e conservação da água e geração de renda por meio da natureza, contribuem com os seguintes ODS:

Edição Bem Comunicar Design: Ed Santana Ilustrações: Shirley Felts Desenvolvimento: Olivas Digital
Texto: Cibele Quirino Coordenação: Paula Piccin Tradução: Clarice Yamasaki